Pra lá não tem ninguém...

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sábado, 31 de dezembro de 2016

Os comedores de batatas

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e área internaVicent Van Gogh nos dá a conhecer uma família pobre dentro de um ambiente humilde comendo batatas.
"Os comedores de batatas", do ano de 1885.
Até aí é óbvio.
Contudo, por incrível que pareça e por mais que o nome da obra seja mesmo esse: "Os comedores de batatas", as batatas em si, são apenas figurantes da cena.
Em primeiro instante, à primeira olhada, vemos pessoas reunidas à mesa, cansadas depois de um dia exaustivo, o que deduzimos pelos semblantes de cada um.
O relógio lá atrás na parede, marca 7:00 da noite, eu digo já ser noite porque a lamparina já está acesa e pelas janelas conseguimos ver que está escuro lá fora.
O primeiro senhor sentado à mesa, na extrema esquerda, parece estar com o olhar ao longe refletindo e olhando para o vazio.
A moça ao seu lado, o olha compadecida, talvez pensando: 'Com o quê papai está preocupado?'.
A senhora da extrema direita de semblante melancólico, enche algumas xícaras de chá para servir.
O velho senhor ao seu lado dá sinais de agradecimento. Não consigo distinguir se ele segura em suas mãos uma batata cozida, ou uma xícara de chá...
Por fim, a mocinha de costas no primeiro plano da pintura evidencia que não era objetivo do artista revelar amplamente a mesa com batatas de modo a ser referência no panorama cênico da arte, pois a mocinha de costas na frente da imagem desprende a nossa atenção e a distribui para os detalhes dispersos na obra, cuja, sua protagonista, é a agregação familiar cotidiana, digo cotidiana, porque é notório o comportamento natural de todos à mesa, sem o protocolo das reuniões esporádicas em que obrigatoriamente deve-se ser simpático e dar muitas risadas.

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