Pra lá não tem ninguém...

Pra lá não tem ninguém...

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Não são requeridos grandes rituais de disputa para ser membro de uma associação de moradores.
Nas ONG's sobram vagas para interessados e não há motivo para circunstancialmente existirem suplentes nessas áreas de trabalho.
Na visita aos orfanatos e asilos da cidade todos são bem-vindos e não é preciso fazer campanhas caras, incongruentes e patrocinadas para ganhar os votos e o direito de ser um ilustre visitante deste lugar.

No entanto, não há concorrência para tais nobres cargos, visto que não há salário.
Só adentra nessa sublime situação sobrevivida sob boas vontades voluntárias aqueles que têm a magnânima revolução correndo junto com o sangue dentro das veias a caminho do coração para ser bombeado com força e circular de novo bem oxigenado, independente de qualquer remuneração material legislada pela ação e reação, e que como tudo que é físico na vida, será degradada pelo efeito do tempo.
Daqui a pouco começam a empurrar um ao outro por um lugar ao sol na temporada eleitoral, aliás, por um lugar à sombra, com vacas gordas e tetas com leite, para mamarem fácil.
Com a ausência, do espírito revolucionário que almeja mudança benéfica para o coletivo, reina o cunho mercenário que almeja grandes salários e benefícios monetários individuais para pouco trabalho e muita negligência.
Não fazem questão de serem parte de uma assembleia voluntária urbana para melhoria do seu bairro, contudo querem ser autoridade política sem nem mesmo terem arrumado a cama ao acordar, todavia com a demagogia de que vão arrumar o mundo.
Vaidade.
Corrida pseudo-heroica, pseudorrevolucionária, dinheiro, a alta remuneração, os benefícios financeiros, o poder e o status, o terno e a gravata, a vaidade em demasia que quando cai nos olhos, não arde igual sabão, mas cega.
Enquanto isso o genuíno que não sabe falar em público sem qualquer verba de gabinete para auxílio financeiro e que trabalha uniformizado com camisa desbotada de gola pólo cheirando a suor, tem seu vale transporte descontado no contracheque no final do mês, uma vez que, não ganha auxílio gasolina e muito menos carro à disposição.
Não é preciso estar dentro da política e ser remunerado para ser um servidor social, pelo contrário, talvez seja melhor que esteja mesmo fora dela.
Não abomino a ideia de que cargos da administração pública sejam de caráter voluntariado ou com remuneração simbólica ao menos, pois desse modo a razão principal para a conquista de tal posto seria realmente a real possibilidade de revolucionar sem querer o supérfluo em troca.

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